5 mulheres cientistas para você conhecer em 2018

Já faz tempo que a figura do cientista maluco dentro de um laboratório deixou de ser a imagem representativa do profissional e pesquisador de Ciência.

E no Brasil, a participação de mulheres na área cresceu 11% nos últimos 20 anos. Elas publicam quase a mesma quantidade que os pesquisadores homens (49%), segundo levantamento de 2017 da Elsevier, maior editora científica do mundo.

Por isso, trazemos cinco nomes de mulheres que não só produzem, mas incentivam maior participação da mulher na ciência.

  • Márcia Barbosa

Professora e diretora do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Dra. Márcia teve, em 2013, sua pesquisa sobre o comportamento anormal da água reconhecida como um importante avanço para a ciência mundial. Ela representou a América Latina e foi uma das Laureadas internacionais do For Women in Science, o primeiro prêmio dedicado às cientistas mulheres em todo o mundo.

  • Erica Saint Claire

Natural de Seattle e PhD em física, Erica descobriu que, ao contar uma história sobre o personagem fictício das aventuras de Rosie na ciência para sua filha, ela poderia tornar o assunto divertido. Surgiu a Rosie’s Research, um programa que oferece oficinas de ciência cheias de diversão para crianças.

Para ela, as meninas são realmente boas na ciência e pensam fora da caixa, mas há algum tipo de desligamento que acontece no ensino médio, onde não é mais divertido ou legal. Agora, a Dra. Erica pretende trazer o mundo da pesquisa para a próxima geração através de histórias coloridas. “A ciência para crianças sempre foi uma paixão. Com Rosie Research, a ciência para crianças é agora uma realidade”.

  • Kawoana Vianna

Ela é estudante de Medicina, o que já poderia ser um destaque, mas Kawoana gosta de falar mesmo é do seu projeto que incentiva jovens e se tornarem cientistas ou simplesmente se envolverem com o mundo da pesquisa,o Cientista Beta, do qual é diretora.

“Fazer pesquisa ou um projeto pode ser algo transformador, ainda que o jovem não queira se tornar cientista”, reforça Kawoanna, a jovem cientista de 25 anos que faz parte da rede Red Bull Amaphiko do Brasil.

Cientista Beta
Cientista Beta

Conecta jovens a ciência visando desenvolvimento pessoal e social.

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  • Duília de Mello

Está aí um dos nomes mais conhecidos da ciência brasileira no exterior. A astrofísica brasileira é professora do departamento de física na Universidade Católica de Washington e desenvolve pesquisas na NASA, no Goddard Space Flight Center.

Ela também trabalha com divulgação científica e já lançou dois livros: “Vivendo com as estrelas”, que fala sobre a sua vida, ciência e astronomia, e “As aventuras de Pedro, uma Pedra Espacial“, um livro de divulgação científica para crianças. Outro projeto da cientista é a Associação Mulher das Estrelas, uma ONG que busca promover a ciência e a importância das carreiras de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática)na sociedade.

  • Bathabile Soko

Integrante da rede de empreendedores da Red Bull Amaphiko sul-africana, Bathabile desenvolveu um kit de mini-ciência, chamado ChemStart, para alunos do ensino médio que vêm de escolas que não possuem as ferramentas de laboratório necessárias. Ela quer ajudar todos os futuros cientistas a começar sua jornada no mesmo nível.

“Acredito em uma África do Sul onde cada aprendiz tem a oportunidade de se apaixonar pela ciência e ser o cientista que aspira”.

Bathabile Soko